quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Delator detalha entrega de ‘pixulecos’ a Vaccari para campanha de 2010

O delator Milton Pascowitch, dono da Jamp Associados, afirmou ao juiz Sérgio Moro ter entregado R$ 10 milhões em dinheiro a João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, em uma "mala de rodinhas", com remessas em torno de R$ 500 mil levadas no diretório nacional do partido entre o fim de 2009 e meados de 2011 — o delator já havia citado a cifra de R$ 10 milhões em depoimento do ano passado. O dinheiro, segundo ele, era destinado às eleições de 2010 e correspondia a propinas de contratos com a Petrobras firmados pelas empresas Engevix, Hope e Personal. Outros R$ 4 milhões foram pagos na forma de doação eleitoral oficial, declarada ao Tribunal Superior Eleitoral. O total chegou a R$ 14 milhões.
— Eu entregava pessoalmente, levava numa malinha com rodinhas. Entregava dentro do diretório nacional do PT, na sala dele (Vaccari) — afirmou Pascowitch, que prestou depoimento nesta quarta-feira a Moro na ação da Operação Pixuleco, que levou à prisão o ex-ministro José Dirceu.
Pascovitch afirmou que os pagamentos a Vaccari passaram a ser feitos devido à necessidade de o partido receber o dinheiro para as eleições. Entre 2003 e 2009, afirmou, a propina era repassada ao grupo político do ex-ministro José Dirceu.
O delator confirmou ter atuado como operador no pagamento de propinas a políticos. Inicialmente, o dinheiro ao "grupo político" foi pago a Silvio Pereira, que foi secretário-geral nacional do PT e ao lobista Fernando Moura, que também assinou acordo de delação premiada na Operação Lava-Jato. Silvinho saiu de cena com o escândalo do mensalão. Pascovitch contou que em 2007 conheceu o ex-ministro José Dirceu e, a partir de então, passou a fazer os contatos diretamente com ele ou por meio de intermediários dele, como o irmão Luiz Eduardo de Oliveira e Silva e o assessor Roberto Marques.
Segundo o delator, a propina paga a Dirceu correspondia a 0,5% dos contratos firmados pela Engevix com a Petrobras e envolveu obras em várias refinarias, além do projeto Unidade de Tratamento de Gás Natural de Cacimbas em Linhares, no Espírito Santo, dividida em dois contratos - Cacimbas I e II.
Pascovitch contou ter iniciado os contatos na Petrobras por meio de Fernando Moura, a quem já conhecia, com o intuito de aumentar os negócios da Engevix com a estatal. Até 2003, a empresa tinha apenas alguns contratos na Transpetro. Em seguida, conheceu o gerente da Petrobras Pedro Barusco, com quem passou a jogar golfe.
— Eu me servia das informações de Barusco para passar a Fernando Moura, do grupo político. Eles as usavam para cobrar propinas — afirmou.
Foi Moura quem pediu a Pascowitch que passasse a atuar como operador de propinas também em contratos feitos por outras empresas, além da Engevix.
Ao juiz Sérgio Moro, o delator afirmou que a propina era de 1,5% do valor dos contratos com a Petrobras. Além do 0,5% dos políticos, entregue ao grupo de Dirceu, a "casa", formada pelos executivos da Petrobras, ficava com 0,5% e ele próprio com 0,5%, a título de remuneração pelo serviço.
Pascovitch pagava a propina ao grupo de Dirceu de diversas formas. Para Moura, diz ter pago diversas despesas pessoais dele e de seus parentes. Para Dirceu, pagou reformas na casa do ex-ministro em Vinhedo (SP) e simulou a compra de um sobrado da filha.
Os funcionários da Petrobras receberam em dinheiro dentro e fora do Brasil, em reforma de imóveis e em obras de arte.
Pascovitch disse que pagou no exterior US$ 380 mil dólares por obra de arte comprada no Brasil pelo ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e uma escultura comprada em leilão de arte em São Paulo. Também repassou dinheiro para uma empresa de Duque, a D3TM, e pagou reformas de um apartamento dele em São Paulo.
Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras e também delator da Lava-Jato, recebeu US$ 860 mil em contas no exterior, além de pelo menos R$ 100 mil pagos em espécie no Brasil.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

"QUEDA DO BRASIL EM 2016" 'Economist' alerta para queda do Brasil e prevê desastre em 2016



  A tradicional revista britânica "The Economist" escolheu a crise no Brasil como tema de sua primeira capa de 2016. Com o título de "Queda do Brasil" e uma foto da presidente Dilma Rousseff de cabeça baixa, a capa alerta para "ano desastroso" à frente.
Em vez do clima de euforia que seria de se esperar no início de 2016 por causa da realização das Olimpíadas, aponta a revista, o Brasil enfrenta "um desastre político e econômico".
O texto cita a perda do grau de investimento pela agência de classificação de risco Fitch Ratings e a saída do governo do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, menos de um ano após assumir o cargo. A previsão de que a economia brasileira encolha até 2,5% ou 3% no ano que vem também é citada. “Até a Rússia vai crescer mais do que isso”, destaca.
Os problemas na esfera política são outro destaque da reportagem, que lembra que o governo tem sido desacreditado por causa do escândalo de corrupção em torno da Petrobras. E que a presidente Dilma, acusada de esconder o tamanho do déficit orçamentário, enfrenta um processo de impeachmet no Congresso.
 A “Economist” ressalta que, como o B do BRICS, o Brasil “supostamente deveria estar na vanguarda do crescimento das economias emergentes. Em vez disso, enfrenta uma turbulência política e, talvez, um retorno à inflação galopante”. Segundo a publicação, “somente escolhas difíceis podem colocar o país de volta ao curso, mas, no momento, a presidente Dilma não parece ter estômago para isso”.
A revista aponta que o "sofrimento do Brasil", como o das demais economias emergentes, se deve em parte à queda dos preços das commodities globais. Fora isso, o déficit fiscal aumentou de 2% do PIB, em 2010, para 10%, em 2015.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Casos suspeitos de microcefalia no país chegam a 2.975, mostra boletim



   O número de crianças com suspeita de microcefalia no país aumentou para 2.975, segundo boletim divulgado hoje (29) pelo Ministério da Saúde. A pasta também investiga a morte de 40 bebês com suspeita de terem a malformação devido ao vírus Zika.
Os dados são de registros feitos até o dia 26 de dezembro. Ao todo, 656 municípios de 19 estados e do Distrito Federal têm casos sob investigação. Tocantins, Minas Gerais e Mato Grosso apresentaram diminuição de casos. No balanço anterior, divulgado na última terça-feira (22), eram 2.782 os recém-nascidos com suspeita de microcefalia relacionada ao Zika, em 618 cidades de 20 unidades da Federação.
De acordo com o boletim divulgado hoje, Pernambuco, primeiro estado a identificar o aumento de casos de microcefalia no país, continua no topo da lista, com 1.153 casos em investigação, o que representa 38,76% das suspeitas em todo o país. Em seguida, estão os estados da Paraíba (476), Bahia (271), do Rio Grande do Norte (154), de Sergipe (146), do Ceará (134), de Alagoas (129), do Maranhão (94) e Piauí (51).
Transmitido pelo Aedes aegypti, o vírus Zika começou a circular no Brasil em 2014, mas só teve os primeiros registros feitos pelo Ministério da Saúde em maio de 2015. O que se sabia sobre a doença, até o segundo semestre deste ano, era que sua evolução é benigna e que os sintomas são mais leves do que os da dengue e da febre chikungunya, também transmitidas pelo mesmo mosquito.
Porém, no dia 28 de novembro, o Ministério da Saúde confirmou que, quando gestantes são infectadas por esse vírus, podem gerar crianças com microcefalia, uma malformação irreversível do cérebro, que pode ser associada a danos mentais, visuais e auditivos.
A microcefalia não é uma malformação nova, é sintoma de algum problema no organismo da gestante e do bebê, e pode ter diversas origens, como infecção por toxoplasmose, pelo citomegalovírus e agora ficou confirmado que também pelo vírus Zika. O uso de álcool e drogas durante a gravidez também pode levar a essa condição.

Salário mínimo vai para R$ 880 em 2016



   O decreto foi assinado pela presidente Dilma Rousseff nesta terça-feira e será publicado amanhã no Diário Oficial da União.
O governo afirmou, em nota, que o reajuste dá continuidade "à sua política de valorização do salário mínimo, com impacto direto sobre cerca de 40 milhões de trabalhadores e aposentados, que atualmente recebem o piso nacional".

domingo, 27 de dezembro de 2015

O QUE É O AMOR, SERÁ A FORÇA DO ÓDIO?



Hoje estava lendo uma matéria referente sobre o casamento do humorista Paulo Gustavo, e em seguido fui dá uma olhada nos comentários proferido ao assunto e fiquei a mim perguntar: "o que é de fato o amor?" Bem, o que vi foi muito ódio nas palavras de algumas pessoas e isso me levou á escrever sobre.
 Esta sociedade que se diz tradicional e acusam os mais liberais de acabar com as famílias, deviam observar para seu "ninho" e ver que quem tem feito mal para este mundo não são as novas famílias compostas por pessoas de do mesmo sexo, mas sim filhos gerados em famílias ditas santas que muitas vezes não educam os filhos, ou abandonam os na rua; digo mas se falam tanto em amor porque são cheios de ódio, o será que são acima de Deus? Julgam com se fossem o próprio senhor, citam a bíblia sagrada como pano de fundo para seu preconceito, acredito que Deus não está nesta com vocês, pois o mesmo é o amor maior.
  A sociedade, na verdade não está nem aí com a felicidade das  pessoas, pois criticam tudo; é negro com branco, é feio com bonito, é velho com novo, é gordo magro, é rico com pobre, tudo é usado para querer desqualificar o amor de alguém, gente o que importa é a felicidade do casal, não como eles são; não adiante aparentar perfeição e não ser feliz, existem tantos casais que ao sair na rua são criticados mas a felicidade reina em seu lar, e outros com embalagem perfeitas que vivem em cama separadas.
  A mesma coisa acontece com as religiões, que deviam pregar o amor e acolher, mas o que vemos é uma briga para disputar audiência e seguidores na politica; pregam ódio com a maior cara de pau e tudo em nome da fé, francamente Deus não está bem representado.
  Esta é a minha opinião e quem não gostar fique sem gostar, eu sou assim falo o que sinto não o querem......