quarta-feira, 22 de dezembro de 2021
Surto de gripe faz São Paulo correr atrás de remédios e mais profissionais de saúde
Com o rápido avanço do surto de gripe, a cidade de São Paulo tem visto crescer a pressão sobre os postos de saúde, além da falta de remédios para tratar a doença. Para lidar com esse cenário, a Prefeitura vai contratar mais 280 profissionais de saúde, entre médicos e enfermeiros, e comprar R$ 150 milhões em medicamentos, como tamiflu e dipirona. Já a demanda por leitos, diz o Município, continua sob controle.
“As unidades de atendimento estão sobrecarregadas. Há sobrecarga até porque não estamos suspendendo outros tipos de atendimentos. Por isso, estamos contratando mais médicos, mais enfermeiros, fazendo de tudo para atender essa demanda da gripe”, disse o secretário municipal da Saúde, Edison Aparecido. O reforço no estoque de remédios, afirmou, ainda está sendo distribuído pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
Segundo Aparecido, os hospitais públicos da capital registraram 54 internações por síndrome gripal de sábado até ontem. Metade disso, explica, está em leitos clínicos e a outra parcela em leitos de unidade de terapia intensiva (UTI).
PT tenta ampliar articulação com PSB e mira federação de centro-esquerda
Em meio às conversas que podem resultar numa aliança com o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (sem partido) – explicitada no jantar em que estiveram presentes representantes de diversas legendas, no domingo –, a ideia de formar uma federação partidária com PSB, PCdoB, PV e PSOL ganhou força no PT. O entorno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a ver na proposta uma plataforma segura de lançamento de sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto em 2022. A ideia, no entanto, enfrenta resistência de dirigentes de partidos aliados que reclamam da falta de reciprocidade do PT para chegar a um acordo.
Diferentemente das coligações partidárias, as federações exigem afinidade ideológica, compromisso de união pelo prazo mínimo de quatro anos – o que inclui as eleições municipais em 2024 – e criação de um programa comum de atuação no Congresso. Ou seja: trata-se de um “casamento” que vai além das eleições presidenciais e estaduais, cujo “divórcio” é punido pela Justiça Eleitoral. As legendas que se unirem em federações em 2022 terão de estar no mesmo palanque em todos os Estados, o que exige uma complexa negociação, que tem prazo para a conclusão no começo de abril do ano que vem.